A FIFA e a Fox Sports oficializaram parceria com IShowSpeed para que espectadores nos EUA possam assistir às imagens oficiais da Copa dentro das transmissões dele. Nos dados da Winnin, a lógica por trás da aposta no creator e no formato faz ainda mais sentido.
Se somarmos vídeos proprietários e menções orgânicas sobre Speed, o creator conseguiu movimentar 3 bilhões em engajamento em suas redes no último ano. Já se formos considerar o formato de reacts, desde o início da copa, vídeos como esse somam +26M engajamento e +390M de views.
De toda forma, o que o fenômeno revela vai além dos números: para uma parte dos seguidores, Speed não é uma simples “segunda tela”. Ele consegue ser a porta de entrada de diferentes audiências para o futebol. E isso muda a forma como marcas deveriam pensar ativação em eventos globais.

"Segunda tela" descreve só metade do fenômeno
A narrativa dominante sobre creators e eventos ao vivo usa o termo "segunda tela": enquanto o jogo passa na TV, o público acompanha um creator no celular em paralelo. É tecnicamente correto para parte da audiência, mas esconde o fenômeno mais relevante.
Speed não é analista de futebol, ex-jogador ou autoridade no tema. Ele é uma referência em esporte como entretenimento: futebol, NBA, NFL, o que vier. O que sua audiência segue não é expertise técnica, é a energia, a reação no limite, a sensação de assistir algo ao lado de alguém que vai ao delírio junto.
Para os fãs de futebol, ele funciona como uma camada extra: companhia, entretenimento, a satisfação de ver alguém com 55 milhões de seguidores reagindo como você está reagindo. É como se a transmissão oficial entregasse o jogo, mas Speed entregasse a experiência de vivê-lo junto.
E o react não é um nicho pequeno: desde o início da Copa, vídeos de reacts acumularam mais de 26M de engajamento, 390M de views e 8 mil vídeos, segundo o Winnin Intelligence. Speed é o exemplo mais visível de um comportamento que já existe em escala: a audiência não quer só assistir ao jogo, quer assistir com alguém.
Mas para quem não é fã de futebol, a lógica se inverte: o ponto de entrada é o Speed. O jogo entra por consequência, porque ele está reagindo a ele
O mesmo padrão da Adélia, em escala global
Esse mecanismo é o mesmo que explica o crescimento da Adélia Bristot durante a Copa: creators que constroem relações de confiança com suas comunidades se tornam portas de entrada para universos que a audiência nunca acessaria sozinha. A diferença de escala entre os dois é enorme, mas o princípio é o mesmo.
E por falar em audiência, vale pontuar que o YouTube segue como plataforma dominante para conteúdo de futebol, com 67,6% de share nos últimos 12 meses e 53,3% durante o período da Copa, segundo o Winnin Intelligence.

Para marcas, a pergunta não é onde a audiência assiste. É com quem.
O aprendizado nessa história é que, para marcas, a pergunta relevante não é só "onde o meu público assiste ao jogo?", mas também "quem está mediando a relação da minha audiência com o evento?"
Speed construiu 55 milhões de inscritos porque entende sua comunidade, e agora a Copa faz parte do que ele entrega a ela. Marcas que entendem essa lógica chegam a audiências que nunca chegariam pela transmissão oficial.


