Adélia Bristot, uma jogadora de futebol que explica o esporte "para divos e divas" cresceu 23% em base de seguidores durante a Copa segundo dados da Winnin Intelligence. Ela acumulou mais de 10 milhões de likes e registrou 22,6M de views nos últimos 30 dias no TikTok sem análises táticas complicadas e sem transmitir jogos. Seu objetivo era outro: explicar futebol para quem sempre se sentiu do lado de fora da conversa.

No Mês do Orgulho, outros creators e programas LGBTQ+ de futebol registraram o mesmo padrão de crescimento expressivo. Tudo porque endereçaram uma demanda que já existia muito antes da Copa começar. E o que os dados mostram é que há uma audiência considerável esperando para entrar na conversa, e que o que faltava era apenas uma porta de entrada.
Há fãs de futebol em potencial que ainda não encontraram o criador certo
O report The New Era of Sports Fandom, da Winnin, mostra que o fã de esportes como persona única deixou de existir. A audiência de um grande evento global chega por múltiplos pontos de entrada, e uma parte relevante dela não chega pelo esporte em si, mas por conexões culturais adjacentes: estética, identidade, comunidade, pertencimento.
Na prática, há uma parcela considerável com interesse genuíno no tema, mas que não encontrou a linguagem ou o mediador certo para participar. Creators como a Adélia identificaram essa demanda e já começam a construir comunidades reais ao redor dela.
Inclusão no marketing esportivo vai além de representação
No marketing, inclusão costuma ser tratada como questão de representação: mostrar pessoas diferentes no conteúdo. Isso é necessário, mas os dados de comportamento apontam para uma dimensão menos explorada: reduzir a distância entre quem já domina os códigos e quem está chegando agora.
No Mês do Orgulho, durante a Copa do Mundo, esse padrão apareceu com clareza nos dados do Winnin Intelligence. Creators que produziram conteúdo de futebol com linguagem, referências e perspectivas do universo LGBTQ+ registraram crescimento expressivo, como por exemplo:
Lorenzo Porto conseguindo +54.5% de subscribers nos últimos 30 dias explicando futebol "para mulheres e gays";
Camisa 24, com Diva Depressão e Camila Fremder, que já teve 2M de engajamento e 11M de views desde o início da Copa sem transmitir os jogos, apenas com reacts e comentários sobre o torneio;
Ale Xavier, jornalista esportiva brasileira e criadora de conteúdo focada em futebol e representatividade LGBTQIA+, que já somou +5,2M de views no mesmo período.

Esses números revelam uma demanda que já existia antes da Copa. O torneio só a tornou visível.
Para marcas, o caminho é criar acesso, não só representação
Construir comunidade em torno de um evento como a Copa não significa apenas aprofundar a relação com quem já está dentro, mas criar caminhos para quem está chegando agora.
Novos fãs precisam de alguém que fale a sua língua e que sinalize que a conversa também é para ele. Marcas que entendem essa dinâmica conseguem expandir a base sem perder a autenticidade. Não por meio de campanhas de representação, mas por meio de creators que já construíram essa ponte e que têm os dados para provar que a audiência estava esperando.


